Notas biográficas - 7 de novembro | 18h | Encontro com autores: 'Edição e Livreiros'
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Adelino Castro
Iniciou a sua actividade ligada aos livros em 1975, tinha então 23 anos. Integrou o núcleo de fundadores do 1.º grande grupo editorial e de distribuição de livros em Portugal, criado depois do 25 de Abril – a CDL – Central Distribuidora Livreira, as edições Avante e a editorial Caminho. Para além das editoras referidas, o grupo passou a dispor de um jornal - o diário – e tinha uma rede com cerca de 20 livrarias próprias a nível nacional. Durante este tempo foi diretor da CDL.
Anos mais tarde, esteve ligado à formação da ECL – Empresa de Comércio Livreiro, de que foi administrador e, durante o último mandato, Presidente do Conselho de Administração. Em 1994, foi um dos fundadores da editora Campo das Letras, onde foi Presidente da Assembleia Geral e, simultaneamente, Administrador da Campo da Comunicação, braço editorial da Campo das Letras, sediada em Lisboa e que era responsável pela edição portuguesa do Le Monde Diplomatique, onde foi membro da sua coordenação editorial.
Esteve, ainda, ligado à edição dos poucos números que saíram da revista Ideias à Esquerda onde foi membro do Conselho Editorial. Fundou, em 2004, em colaboração com dois sócios, a Calendário de Letras, onde foi diretor até 2010.
Decidiu optar pelo atual projeto – a Lápis de Memórias, projeto pessoal e independente, que se mantém desde 2011 e cuja atividade se tem centrado na área de Coimbra, onde exerce as funções de editor.
Pelo caminho, ficaram imensas ruínas que são o reflexo da importância que o país tem dado à cultura em geral e aos livros em particular. Mas, ficaram coisas muito boas, desde logo os amigos, os colegas, os colaboradores e os autores. Mas, também, um Prémio Nobel da Literatura.. E, para sempre, ficaram os livros...
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José Ribeiro
Nasceu em Alburitel/Ourém em 18/11/1942. Editor e livreiro há mais de 60 anos, fundou a Livraria Obelisco na Amadora em 1968, as Edições Itau no mesmo ano, a Ulmeiro em 1969 e a Assírio & Alvim em 1972. Como editor, foi processado antes do 25 de Abril, pela publicação do Livro Portugal sem Salazar, de Mário Mesquita e outros e, depois de 25 de Abril, pela publicação do livro Massacres na Guerra Colonial-Tete um Exemplo.
Tem o seu nome no Manifesto dos 101 católicos contra a Guerra Colonial e no Manifesto Pela Liberdade de Expressão em 1972. Colaborou em jornais e revistas, nomeadamente O Tempo e o Modo, o Diário de Lisboa, o Comércio do Funchal, o Notícias da Amadora, entre outros. Publicou os seguintes livros: Mar a Mar (1981); O Difícil Comércio das Palavras (1984); Fragmento e Enigma (1985); Rio do Esquecimento, (1993); Todos os Livros, Diz ele, (1999); Palavras para Fernando Pessoa (2013); Julião e Outros Textos, (2022); Cem Crónicas, Cem Datas (no prelo).
