Reabilitação do Rio Lizandro arranca com protocolo entre o Município de Mafra e a Agência Portuguesa do Ambiente
O Rio Lizandro e os seus afluentes vão ser alvo de um conjunto de intervenções de reabilitação e valorização, destinadas a melhorar a qualidade ambiental, reforçar a segurança face a cheias e valorizar o corredor ribeirinho no concelho de Mafra, no âmbito do protocolo de colaboração técnica e financeira “Água que Une – Ações de Reabilitação e Restauro de Rios e Ribeiras (ProRios 2030)”, celebrado entre a Câmara Municipal de Mafra e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Este protocolo visa a reabilitação e valorização do Rio Lizandro e dos seus afluentes — Rio Pequeno e Ribeira do Boco — através de uma abordagem integrada que privilegia a recuperação ecológica, a proteção dos recursos naturais e a sustentabilidade dos ecossistemas fluviais.
A iniciativa insere-se no ProRios 2030 – Programa de Ação para o Restauro Ecológico de Rios e Ribeiras, uma estratégia de âmbito nacional promovida pelo Ministério do Ambiente e Energia, que apoia projetos concretos de reabilitação fluvial em todo o país. O programa foi apresentado ontem, 12 de janeiro, numa cerimónia oficial que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Mafra, Hugo Moreira Luís.
O ProRios 2030 tem como objetivo promover uma gestão integrada e sustentável dos recursos hídricos e dos ecossistemas ribeirinhos, através da recuperação da biodiversidade, da redução do risco de cheias e do reforço da adaptação às alterações climáticas.
No concelho de Mafra, o projeto de reabilitação e valorização do Rio Lizandro prevê a melhoria do estado ecológico e hidromorfológico das linhas de água, bem como o reforço da segurança e da funcionalidade do corredor ribeirinho. As intervenções recorrerão a soluções de engenharia natural, como a renaturalização das margens e a criação de zonas de inundação controlada, permitindo ao rio responder de forma mais equilibrada a períodos de chuva intensa e de seca.
Esta intervenção contribui para o cumprimento de vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), designadamente os ODS 6, 11, 13, 14, 15, 16 e 17, alinhando Mafra com as metas globais de sustentabilidade ambiental e desenvolvimento equilibrado.
