Turismo outdoor: um mundo de experiências

Do investimento à diversificação das experiências e à utilização das tecnologias de inovação, tendo como pressupostos fundamentais dos negócios a preservação ambiental e a sustentabilidade económica. Estes foram os temas da 2.ª Conferência Internacional de Turismo Outdoor, organizada pela Câmara Municipal na Ericeira.

 

“As atividades de recreio associadas ao contacto com a natureza e à aventura constituem muito mais do que uma oferta alternativa à tradicional sazonalidade dos destinos turísticos; são um evidente contributo para o desenvolvimento económico da região, o qual não se circunscreve à clássica indústria do turismo, mas é extensível a áreas complementares, tanto no comércio ou serviços, como na Investigação & Desenvolvimento”. Foi desta forma que, na sessão de abertura, o Presidente da Câmara Municipal, Hélder Sousa Silva, justificou a aposta no turismo outdoor.

No primeiro painel, dedicado ao tema “O Turismo Outdoor”, João Portugal, em representação do Turismo de Portugal, informou que, das cerca de 5.700 empresas registadas no nosso país como agentes de animação turística, metade dedica-se ao turismo outdoor, tendo ainda apresentado o projeto “Portuguese Trails”, que pretende posicionar Portugal como um destino de walking e cycling. Vítor Costa, Presidente da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa, referiu-se ao Plano Estratégico para 2015-2019, o qual preconiza apresentar a região como um moisaico de experiências, muitas delas no âmbito do turismo outdoor. Por sua vez, o Presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos, António Marques Vidal, sublinhou que, em matéria de turismo de natureza e aventura, as palavras-chave são qualificar, ordenar, regular e desenvolver.

O segundo painel foi dedicado a diversos investimentos internacionais e nacionais. Euken Sese apresentou o San Sebastián Surf Cluster (Espanha), enquanto que Tobias Ebner e James Frost fizeram referência a ofertas existentes no Concelho de Mafra, respetivamente “Na Onda” e Quinta de Sant’Ana.

No terceiro painel, os participantes refletiram sobre a tecnologia e inovação aplicadas a este segmento do turismo, com os contributos de Manuel Gravata (NOSSA), que fez menção à importância de saber contar uma história (story telling) na publicidade das atividades outdoor, de Miguel Dray (SurfTerra), que apresentou uma plataforma no âmbito da fotografia vocacionada para o mercado do surf, e de Leonor de L’Hermite (Google), a qual se referiu à crescente utilização do digital no planeamento e na escolha das viagens.

O quarto painel permitiu, aos participantes, conhecer experiências outdoor já existentes, tendo sido oradores Francisco Sá Nogueira (da Lisbon Helicopters) e Pedro Vieira (da Desafio Global), sendo que ambos sublinharam a importância de oferecer produtos singulares e exclusivos.

O quinto e último painel propôs a reflexão sobre o tema da sustentabilidade ambiental. Bruno Rodrigues (Hidrosfera Portugal), Marlene Marques (GEOTA), Joaquim Teodósio (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves) e Patrícia Araújo (Biosphere Portugal – Turismo Sustentável), reconhecendo que o turismo outdoor contribui para a divulgação e valorização do património natural, alertaram para a necessidade de adoção de boas práticas que minimizem a pressão da atividade humana sobre os recursos naturais.

2.ª Conferência Internacional de Turismo Outdoor