Órgão de Santo André: formar novas gerações

O órgão de tubos da Igreja de Santo André, em Mafra, foi hoje apresentado, estando já agendado o concerto inaugural para o dia 1 de novembro. Integrado na estratégia municipal de promoção da música, cumpre três premissas fundamentais: honrar o passado, dinamizar o presente e investir no futuro.

Volvidos 211 anos desde a instalação dos seis órgãos de tubos da Basílica do Palácio Nacional de Mafra, este novo instrumento permite honrar o passado, sendo instalado na denominada “Vila Velha”, mais concretamente na igreja que constituía o ponto de encontro da comunidade na época medieval.

Dinamizando o presente, este vai permitir apoiar as celebrações religiosas e realizar eventos musicais regulares, dando nova vida ao núcleo antigo da vila, além do que representa um investimento no futuro, uma vez que estará disponível para a aprendizagem e o treino dos alunos do Conservatório de Música de Mafra.

Para o efeito, o instrumento construído por Dinarte Machado – reconhecido mestre organeiro que foi responsável, designadamente, pelo restauro dos seis órgãos da Basílica – é o único do Concelho de Mafra que possui dois teclados e uma pedaleira, permitindo a interpretação de repertório da autoria de compositores europeus do século XVIII que são fulcrais na história do órgão.

A aquisição deste instrumento é suportada pelo Município de Mafra e por um mecenas local, a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Mafra.

A cerimónia de apresentação contou com a ilustre presença do Bispo Auxiliar de Lisboa, D. Nuno Brás, que interveio sobre o tema “O órgão como elemento enriquecedor da liturgia”. Nesta ocasião, João Vaz (organista e diretor artístico dos órgãos históricos do Concelho de Mafra) e André Ferreira (organista e docente do Conservatório de Música de Mafra) interpretaram temas de D. Buxtehude e J. G. Walther.

Apresentação do órgão da Igreja de Santo André, Mafra