Fitossanidade

BACTÉRIA XYLELLA FASTIDIOSA

Comunicado

Poster

 

ESCARAVELHO DA PALMEIRA

Consulte informação sobre a praga do escravelho da Palmeira em: Praga do escaravelho da Palmeira (Rhynchophorus ferrugineus) - Informação Geral

Consulte também informação adicional em:

Plano de ação para o controlo de RHYNCOPHORUS FERRUGINEUS

Controlo do "Escaravelho da Palmeira - Procedimentos a seguir (DGAV)

Edital - Luta obrigatória contra o escaravelho da Palmeira

 

PROCESSIONÁRIA DO PINHEIRO

A processionária-do-pinheiro (Thaumetopoea pityocampa Schiff.) é um inseto desfolhador, que pode parasitar todas as espécies dos géneros Pinus e Cedrus, variando a intensidade do ataque consoante o nível populacional da praga, que é fortemente influenciado pelas condições meteorológicas (temperatura e insolação), pelo conjunto de inimigos naturais (insectos parasitóides e predadores, fungos, bactérias, vírus e aves) e pela qualidade e quantidade de alimento.

Geralmente, não causa a morte dos hospedeiros, no entanto, sucessivos ataques e desfolhas muito severas, sobretudo em árvores jovens, levam ao enfraquecimento da árvore e à sua predisposição a outros agentes secundários de declino, podendo levar à sua morte.

Em termos de saúde pública, a processionária pode constituir um grave problema nos anos de fortes ataques e junto a locais habitados ou frequentados pelas populações.

A eficácia do controlo de pragas florestais, mesmo quando em espaços urbanos, exige um conjunto de ações prévias de monitorização da distribuição e status das suas populações, permitindo elaborar um correto diagnóstico e, deste modo, o delineamento das ações de controlo mais adequadas, de forma a garantir a eficácia dos mesmos.

Em termos de ações de controlo podem ser realizados /utilizadas:

  • tratamentos microbiológicos - através da aplicação de substâncias à base de Bacillus thuringiensis, mas apenas quando o inseto se encontrar no estado de ovo ou no primeiro a segundo instar de desenvolvimento, o que se prevê ocorra entre setembro e outubro;
  • tratamentos com reguladores de crescimento - utilizando inseticidas à base de diflubenzurão, podendo ser aplicados em finais de outubro - inícios de novembro, mas que é apenas eficaz nos primeiros instares de desenvolvimento das lagartas, uma vez que actua sobre a formação de quitina (a proteína usada na formação do exoesqueleto - a armadura externa - do inseto);
  • tratamentos mecânicos - destruição dos ninhos de inverno, durante o dia, quando as lagartas estão abrigadas, em caso de pequenas infestações e, sobretudo, quando localizadas em áreas onde é habitual verificarem-se populações do inseto que originem desfolhas totais e se constitua perigo de virem a contaminar locais frequentados pelo público ou dificultar as operações de exploração dos pinhais); e
  • cintas adesivas - para captura de lagartas aquando da procissão de enterramento e na sua fase descendente da árvore, quando atingem a fase de prépupa e iniciam a procura de um local apropriado para a transformação em adulto – borboleta.

Consulte também:

Processionária do Pinheiro 2009 - ICNF (diagnóstico e meios de controlo)

Processionária em áreas urbanas e periurbanas

 

VESPA VELUTINA

A Vespa velutina nigrithorax (Vespa velutina) é uma espécie não-indígena, predadora da abelha europeia (Apis mellifera), encontrando-se, por enquanto, aparentemente circunscrita a concelhos do norte do País. Esta vespa asiática, proveniente de regiões tropicais e subtropicais do norte da India, do leste da China, da Indochina e do arquipélago da Indonésia, ocorre nas zonas montanhosas e mais frescas da sua área de distribuição.

A sua introdução involuntária na Europa ocorreu em 2004 no território francês, tendo a sua presença sido confirmada em Espanha em 2010, em Portugal e Bélgica em 2011 e em Itália em finais de 2012.

Os principais efeitos da presença desta espécie não indígena manifestam-se em várias vertentes, sendo de realçar:

na apicultura - por se tratar de uma espécie carnívora e predadora das abelhas;
para a saúde pública – não sendo mais agressivas que a espécie europeia, no caso de sentirem os ninhos ameaçados reagem de modo bastante agressivo, incluindo perseguições até algumas centenas de metros. 

Na época da primavera constroem ninhos de grandes dimensões, preferencialmente em pontos altos e isolados. Esta espécie distingue-se da espécie europeia Vespa crabro pela coloração do abdómen (mais escuro na vespa asiática) e das patas (cor amarela na vespa asiática).

A destruição dos ninhos deve ser feita com equipamento de proteção e seguindo as orientações constantes no Plano de Ação. Nunca usar armas de fogo (e.g. armas de caça), mesmo no caso de difícil acesso aos ninhos, pois este método só provoca a destruição parcial do ninho e contribui para a dispersão e disseminação da vespa asiática por constituição de novos ninhos. Na ausência ou perda da rainha, esta espécie tem a capacidade de as obreiras se transformarem em fêmeas fundadoras e construírem novos ninhos.

Consulte ainda:

Vespa velutina (vespa asiática)

Plano de ação para vigilância e controlo da vespa velutina em Portugal

 

Como é o Escaravelho da Palmeira?

O Escaravelho da Palmeira, Rhynchophorus ferrugineus, tem a forma de um escaravelho de cor vermelho‐alaranjada, com a cabeça caracterizada por um rosto em bico, medindo entre 1,5 e 5 cm de comprimento. O seu ciclo de vida compreende os estados de ovo, larva, pupa e adulto e completa‐se no interior do tronco duma mesma planta, sendo por isso difícil de detectar visualmente. Tem cerca de 4 gerações anuais. As larvas alimentam‐se no interior da palmeira escavando galerias e provocando graves estragos.

 

Quais as espécies mais susceptíveis ao ataque desta praga?

Algumas das espécies vegetais mais susceptíveis a esta praga são comummente utilizadas em jardins e espaços públicos.

É suscetível o material vegetal, com exceção dos frutos e sementes, com um diâmetro de caule, na base, superior a 5 cm, de Areca catechu, Arecastrum romanzoffianum (Cham) Becc, Arenga pinnata, Borassus flabellifer, Brahea armata, Butia capitata, Calamus merillii, Caryota maxima, Caryota cumingii, Chamaerops humilis, Cocos nucifera, Corypha gebanga, Corypha elata, Elaeis guineeensis, Howea forsteriana, Jubea chilensis, Livistona australis, Livistona decipiens, Metroxylon sagu, Oreodoxa regia, Phoenix canariensis, Phoenix dactylifera, Phoenix theophra.

 

Como identifico que a minha palmeira foi atacada pelo escaravelho?

Os sinais mais visíveis são casulos no chão, folhas desprendidas da coroa e caídas no chão, orifícios e galerias na base das folhas, coroa desguarnecida no topo ou com aspeto achatado provocado pelo descaimento das folhas centrais que amarelecem e acabam por secar. As folhas novas podem apresentar um aspeto recortado em ângulo ou com pontas truncadas a direito.

Uma vez destruída (morta) a palmeira, o escaravelho desloca‐se para outra palmeira.

 

Quais as medidas a adotar no combate à praga do escaravelho?

Na luta biológica com recurso à utilização de inimigos naturais (nemátodos), a aplicação deverá ser efetuada por empresas creditadas para o efeito. Os nemátodos alimentam-se as larvas do escaravelho da palmeira (a fase do seu ciclo de vida que causa o maior dano). Estes organismos são introduzidos na copa da árvore, diluídos em água, penetrando nos túneis criados pelo escaravelho, destruindo-os (muito eficaz quando as larvas estão na sua forma crisálida). A “desvantagem” dos nemátodos, porém, é que, ao contrário do bicho da palmeira, têm uma vida útil muito curta o que significa que a sua introdução deve ser repetida com periodicidade elevada para serem eficazes. É recomendável o recurso a luta biológica em conjunto com a luta química.

As medidas fitofarmacêuticas (luta química), curativas e/ou preventivas, a adotar no combate à praga do escaravelho recorrem à alternância na aplicação das seguintes substâncias activas:

Substância Ativa       Concentração a utilizar
    abamectina                       50-100ml/100l
imidaclopride                       75ml/100l

A quantidade de calda a utilizar por exemplar deve ser aproximadamente 10-20 l (dependendo do tamanho deste) e a pulverização deve ser de uma forma lenta para minimizar as escorrências no espique. A aplicação deverá ser alternada com um intervalo de 1 mês/1 mês e meio.

Os escaravelhos podem voar quilómetros (beneficiando dos ventos).É por isso que é tão importante realizar o tratamento de prevenção numa base regular. Uma árvore em tratamento está infinitamente mais protegida da infestação, do que uma árvore que é deixada à sua sorte.

 

As armadilhas funcionam?

Essencialmente, uma armadilha é um grande balde com aberturas laterais e uma tampa superior que emana um odor que atrai os escaravelhos. Existem opiniões divergentes sobre a eficiência de armadilhas de balde, todavia há que ter em mente que armadilhas deverão ser localizadas a pelo menos 50 metros da sua árvore pois de outra forma eles podem ajudar a atrair a praga para a sua árvore.

 

Qual a época apropriada para fazer a poda?

Essencialmente, uma armadilha é um grande balde com aberturas laterais e uma tampa superior que emana um odor que atrai os escaravelhos. Existem opiniões divergentes sobre a eficiência de armadilhas de balde, todavia há que ter em mente que armadilhas deverão ser localizadas a pelo menos 50 metros da sua árvore pois de outra forma eles podem ajudar a atrair a praga para a sua árvore.

Quando se deve abater a palmeira ou efetuar tratamento fitossanitário?

A época apropriada para fazer a poda coincide com os meses mais frios (altura de menor atividade do escaravelho). Após o corte deverá aplicar-se uma pasta cicatrizante nas feridas para evitar a entrada do escaravelho. Uma vez que a praga é atraída pelos exsudados da palmeira deverão reduzir-se ao máximo as intervenções de poda.

Se tiver que abater a palmeira quais os procedimentos a adotar?

Se tiver que abater uma palmeira deve proceder ao arranque e destruição de todo o material afetado, utilizando os procedimentos técnicos necessários para evitar a dispersão do insecto.

Os procedimentos técnicos a adotar antes do abate são a pulverização com uma solução com um inseticida à base da substância ativa Imidaclopride (nome comercial – Confidor). No dia seguinte antes de proceder ao corte da palmeira, remover as palmas, tapar com um plástico a zona da coroa (parte terminal da palmeira) e atar ao tronco, para evitar a dispersão do escaravelho. Só depois é que se procede ao corte.

Antes de proceder ao abate deverá contactar a ECOAMBIENTE através do n.º 800 204 505 / 219 667 922 de modo a ser acordada a recolha dos resíduos verdes produzidos, disponibilizada gratuitamente pelo município.

Como se faz a recolha dos resíduos de palmeiras contaminadas?

Antes de proceder ao abate deverá contactar a ECOAMBIENTE através do n.º 800 204 505 / 219 667 922 de modo a ser acordada a recolha dos resíduos verdes produzidos, disponibilizada gratuitamente pelo município.