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A21 – ARQUEOLOGIA NA AUTO-ESTRADA
A construção da A21 e das suas ligações permitiu, através do acompanhamento arqueológico das etapas da obra, fazer uma autêntica pesquisa histórica da ocupação humana do Concelho. A Autarquia faz a primeira apresentação destes resultados, numa exposição patente no Complexo Cultural Quinta da Raposa (Mafra).
Uma via de comunicação do futuro que permite conhecer o passado! As escavações arqueológicas efectuadas no âmbito da A21 (Ericeira/ Mafra/ Malveira/ A8) e das suas ligações, num total de 26 sítios intervencionados ao longo do traçado, permitem efectuar uma autêntica “viagem do tempo”, desde o Neolítico (cerca de 5000 a.C.) até à Idade Moderna.
Em termos numéricos, trata-se da maior operação arqueológica realizada em território nacional por um Gabinete de Arqueologia Municipal. Contudo, mais do que os dados quantitativos, em termos do aumento do número de sítios escavados, salientam-se os resultados qualitativos, colmatando lacunas informativas em determinados períodos cronológicos, sendo possível efectuar os seguintes destaques:
Em termos locais
- Identificação dos primeiros fornos de telha (realidade importante face à tradição oleira de Mafra) e fornos de cal (permitindo compreender os seus modos de utilização);
- Investigação dos primeiros sítios da Idade Média (que correspondem à fundação de Mafra, consubstanciada no seu primeiro foral de 1189) e do primeiro povoado aberto do Calcolítico.
Em termos nacionais e internacionais
- Identificação de estruturas de argila tipo forno e de uma mina de exploração do sílex, integrando-se provavelmente no Neolítico;
- Identificação de um conjunto de materiais de natureza excepcional da Idade do Bronze, salientando-se os recipientes cerâmicos com reconstituição de forma e um conjunto de 44 contas de colar em âmbar (conjunto esse que é superior a todas as contas encontradas até hoje em Portugal).
Este manancial de informação serve de tema à exposição A21 – Arqueologia na Auto-estrada patente ao público no Complexo Cultural Quinta da Raposa e que será complementada através da realização de um programa de sessões pedagógicas denominado “Arqueologia às escuras”. Nestas actividades, programadas para 14 de Março, 28 de Março e 18 de Abril, os participantes poderão manusear réplicas dos artefactos mais significativos de cada período cronológico, permitindo que o público invisual sinta os objectos, conheça a sua forma, peso, cheiro e os associe ao período respeitante. Este desafio é também lançado ao público em geral.
Paralelamente à citada exposição, a Câmara Municipal disponibiliza ao público, no Claustro Sul do Palácio Nacional de Mafra, entre 12 de Fevereiro e 16 de Março, a mostra Uma via(gem) pelos tempos…, que permite visualizar a evolução das vias de comunicação no território de Mafra: Via Romana, Real Calçada, Macadame, Revestimento Betuminoso e Auto-Estrada.

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